terça-feira, 25 de fevereiro de 2014


Soletro imediatamente todo o nome que por mim passa,
Olho drasticamente para o nada com tudo em mente,
Desejo estar de um modo a que outros ultrapassa,
Quero seguir, mas impedem-me, recuo livremente.

Recuando aos objetivos, melhoro-me em brilho,
Sou feliz encarando o meu "eu" dessa perspectiva
Seria ainda melhor se fosse puxar o gatilho,
Ou empobrecia se ainda fosse mais produtiva?

Crente de uma certeza lógica e sensitiva,
Pensava que estaria no caminho certo,
De nada me vale ser correta e expressiva,
Se para muitos esse meu brilho é deserto.

De que adianta tentar acertar o olhar,
Fazer crer o alvo do que quero acertar?
Se nem ele possui esse valor e o vai aceitar,
Nem o mais profundo sentimento irá decifrar?

De que me irá valer um sonho de vida completo?
Realizo-me em brechas naturais ou forçadas,
O meu estado de vida sempre será irrequieto,
E só eu para sobreviver e aguentar as flechadas



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Corre para mim, sem que eu te veja, sentindo te! Foge de mim, fazendo me te notar, não sentindo mais nada!

Lúcia Araújo
Sonhado e apontado!