Alguma coisa ao menos, temos que amar,
Alguma coisa ao menos temos que amar,
O pôr do sol de matiz avermelhada e alaranjada,
O local sonhador que deu como base ao teu lugar,
Um livro sonhado em voos leves e contos de fada.
Um murmúrio arrepiante desde sempre desejado,
O maravilhoso sentir do tacto em peles carinhosas,
Um novo beijo que não foi hesitado,
Receber, apreciar e agradecer um ramo de rosas.
Um salto no ar de alegria contagiante,
O bater das palmas na multidão,
Objetos lindos, preciosos, mesmo insignificantes,
Sentir no meu peito o bater do teu coração.
Na agonia, o teu ombro aconchegante,
Um vinho compartilhado á lareira,
O som da tua respiração ofegante,
Tranquilizar-me com a barafunda da doideira.
Lúcia Araújo
domingo, 28 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Porque me hei-de esquecer?
Se a minha mente vive de lembranças?
Porque deixei de te aparecer?
Já passaram os tempos de esperanças.
Deixas te um rasto de pétalas desesperadas,
Com sede do caule e o pólen do seu centro,
As fotografias e o cheiro nas roupas embora lavadas,
Fazem me recuar naquele momento.
A magia do que era importante outrora.
É agora uma antiga cinza de cigarro,
Um novo e enganador olhar, uma nova aurora,
Fizeram te desgrudar do meu doce amarro.
Os lençois que testemunharam o suave envolvimento,
Aquele quarto quente e abafado do nosso ser,
As promessas e inocência do nosso surgimento,
Tudo foi real e tu não quiseste crer!
Viví momentos de solidão, deslargada sem travão
A música, a mão na testa dremente de me apoiar,
As marcas no vidro da tua mão, no dia do nevão,
Todas as nossas coisas para onde não consigo olhar.
Hoje sou folha de Outono, seca e caída,
De uma Estação que durou todos este anos,
Por mais que a vida me tenha dado uma saída,
Sofro em silêncio, escrevo e amando aos oceanos!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Porque é que o mundo onde vivemos ainda é mistério por desvendar? E nós humanos criamos raizes podres para o interpretar? Uma interpretação e uma perna para se esconder atrás, que meio mundo pensa ser a resposta total para a dor, a morte, a palavra da paz e amor. Insistem em se juntar em sociedade para torcer e sangrar por uma ilusão. No meu ver isso é pura imaginação, e uma maneira de levitar suavemente da verdade dura e crua. Porque não somos diretos e olhamos em frente e apenas para o centro do assunto? O ser humano idealiza na sociedade que todos se ajudem, apoiem, e tenhamos o passaporte para o amor, igualdade, (...).
Se as crianças ouvem histórias de patinhos e fadas encantadas e finais felizes com bagagem correta para evoluir, porque é que um adulto, que justamente já passou pelas estradas duras da vida, insiste em acreditar em contos? Se o humano quer praticar lealdade, amor, boas acções, uma vida exemplar, porque precisa se centrar em algo superior, imaginário e de várias formas concebidas, sendo que é apenas uma forma de ver que deveria ser idealizada e nunca separada por outros "partidos"?
Pior de tudo é que as pessoas ainda acreditam em Metáforas. Usamos palavras e frases enriquecidas para escrevemos e falarmos acerca de um determinado assunto, e alguns analisantes pensam em pós de perlimpimpim. O duro e laméntável de tudo isto, é que estas ilusões foram alimentadas, e até então são fonte de vida para uns, mal ver para outros e uma riqueza enganadora para os que se acham espertos.
domingo, 21 de abril de 2013
O meu ser
O dia parece indescritívelmente me acender,
As ideias tornam-se lisas de passar a pele,
As pazes pessoais resolvem me proteger,
E o recheio de opções pintadas no papel.
As cores de fogo do entardecer na parede,
As visões ternurentas do interpretar pessoal,
O meu ser já tinha saudades desta sede,
Molhar o meu trajecto com essência natural.
O meu olhar verde já avista a perfeição,
Desviando do mau caminho que tendo em pisar,
Fui mantendo as pragas como decisão,
Contudo um ânimo tende em se chegar.
O meu ser é confuso, além de controverso,
Contudo ciente do poder da exaustão,
Para me sentir agradada, busco o inverso,
Acelerar o ritmo do meu coração.
Lúcia Araújo
O dia parece indescritívelmente me acender,
As ideias tornam-se lisas de passar a pele,
As pazes pessoais resolvem me proteger,
E o recheio de opções pintadas no papel.
As cores de fogo do entardecer na parede,
As visões ternurentas do interpretar pessoal,
O meu ser já tinha saudades desta sede,
Molhar o meu trajecto com essência natural.
O meu olhar verde já avista a perfeição,
Desviando do mau caminho que tendo em pisar,
Fui mantendo as pragas como decisão,
Contudo um ânimo tende em se chegar.
O meu ser é confuso, além de controverso,
Contudo ciente do poder da exaustão,
Para me sentir agradada, busco o inverso,
Acelerar o ritmo do meu coração.
Lúcia Araújo
Queria poder demonstrar algum brilho,
Desejava poder desfilar sem tropeçar,
Deixar apenas nas mãos do autor do sarilho,
Querer tudo apagar e novamente começar.
Do simples trajecto não posso me inspirar,
Simplicidade que resolve e em mim vagueia,
Desta vida á toa não posso me sacrificar,
E insisto em desistir de tudo o que me rodeia.
Sou demasiado entregue ao justo para me calar,
Medrosa, coerente, um doce que custa engolir,
Mil feridas antigas que em mim não irão sarar,
Pego em mim e nos meus propósitos para desistir
Mas como cobrir tudo com o pano branco da paz?
Se em mim a tormenta cose e doi ensaguentada,
Desisto do vento amargo que me anuncia incapaz,
Fujo sem andar desta minha vida conturbada.
Lúcia Araújo
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Pensamento secreto
Vagueio sem rumo mas sem caminhar,
Dou ásas á imaginação sem parar,
Perdendo-me apenas no teu olhar,
Nessa simplicidade que me deixa a pensar.
Perco-me sem fundamento e esperanças,
Pensando que já conheço este momento,
Fecho os olhos e passam me lembranças,
De já ter vivido este sentimento.
Nesta curta viagem de purezas,
Estou perdida em sonhos e fantasias,
Embora completa de certezas,
Que algum dia me procurarias!
E na fraqueza e completamente passível
Retrocedo e reconheço as condições
Mesmo sabendo que é impossível
Deixo-me levar pelas emoções
É tudo tao belo e inexpugnável,
Este momento com decreto,
É proibído,inconsequente, admirável
Este meu pensamento secreto.
Lúcia Araújo
Vagueio sem rumo mas sem caminhar,
Dou ásas á imaginação sem parar,
Perdendo-me apenas no teu olhar,
Nessa simplicidade que me deixa a pensar.
Perco-me sem fundamento e esperanças,
Pensando que já conheço este momento,
Fecho os olhos e passam me lembranças,
De já ter vivido este sentimento.
Nesta curta viagem de purezas,
Estou perdida em sonhos e fantasias,
Embora completa de certezas,
Que algum dia me procurarias!
E na fraqueza e completamente passível
Retrocedo e reconheço as condições
Mesmo sabendo que é impossível
Deixo-me levar pelas emoções
É tudo tao belo e inexpugnável,
Este momento com decreto,
É proibído,inconsequente, admirável
Este meu pensamento secreto.
Lúcia Araújo
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Farsa
Enquanto o sol aquece a alma,
Enquanto o amor é puro e doce,
Toda a palavra nos acalma,
Sem lembrança da mágoa que o passado trouxe.
Após as lágrimas secarem de exaustão,
E de todas as gotas ao sol deixarem de brilhar,
Eu não irei reagir ao teu perdão,
Entro no modo farsa para disfarçar.
No momento tudo se escurece,
Todos os locais se tornam iguais,
Até a minha presença me enlouquece,
Os sinceros conselhos se tornam banais.
Enquanto não esperava evoluí,
Nesta farsa da vida eu balanço
O disfarce como alicerce construí
Corro de mim e não te alcanço!
Lúcia Araújo
terça-feira, 16 de abril de 2013
Calada
Aqui, calada,
É meia noite e eu na poltrona deitada,
A lua fez-se leve luz para a minha sala desanimada,
O mundo lá fora é angústia deslargada.
Estou aqui, deitada, em sucessivos pensamentos,
A minha mente é tão rápida, capta todos os movimentos,
A esclerótica move-se, sem entretenimentos
Estaria perdida se pedíssem meus argumentos.
Perfumada, sossegada, tranquíla
Atenta ao meu problema, e á mosca que oscila,
Concentrada no passado e nos problemas que me domínam
Pensar com clareza nas situações que se criam.
Lúcia Araújo
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Um consolo para o meu coração em farpas exageradas, pois nesta vida sentimos mais do que deviamos, falamos mais do que podiamos, e exageramos mais do que o normal.
Alegre te quero ver sem um sorriso forçado
Alegre te quero ver sem um sorriso forçado
Muitas vezes sem a dor que te traz atormentada
Acatas lume de um sentir forte e dissimulado
Finges dormir nos sonhos que não te dizem nada...
Nada soltas que não sejam fortes experiências
Afiados gumes a garganta te furam
Fintas a vida com as tuas exigências
Alegre no teu ser quando com mal te julgam
Pintas o céu com tons de esperança,
Aparte do carinho que tenho lembrança,
Para no fim te dar a tua doce mudança!
*
O que é a vida, senão um rodopio, como se de uma dança se tratasse? Uma fase, dividiva em vários momentos, os que escolhemos, e os que não sabemos bem como aconteceram... Uma dança de folhas de outono, que quando caiem nunca conseguimos adivinhar onde vão cair, no entanto, e no fundo... são só folhas, frágeis e com sede de descoberta, e ao mesmo tempo, a esperança de uma nova vida que nasce, com um novo ciclo a acontecer... A vida... ninguém compreende a vida, nem porque faz sol e estamos felizes, ou porque anoitece e estamos tristes. O melhor... o melhor é escolhermos quando está sol, e quando não está. Escolhermos quando a folha deve cair, ou se, mesmo envelhecida, deveria ajudar quem lá vem. A felicidade, essa, é só um passo, um sorriso, um sentimento, um momento. Não passa disso. Felicidade não existe, momentos felizes sim, mesmo quando poucos ao dia, faz-me sempre bem.
Anjo
Anjo que caiu do céu, aqui estás,
Porque te chegas, porque me embalas?
Anjo, porque dás nas vistas?
Todo esse choramingo que exalas.
Retira o meu pranto das chamas,
Vem e abraça-me com sabedoria,
Será que com o teu brilho me enganas,
De momento mais ninguém me serviría.
Uma dor forte e penetrante da amargura,
Tomam conta do meu pobre olhar,
Fico olhando concentrada a tua figura,
Deixando-me levar pelo teu jeito de amar.
Querido anjo, porque em mim insistes?
Sou rica em sombras e carências,
Queria que antes de tudo me ouvisses,
Para nunca sofreres as consequências.
Um enorme mar de paixão e cor,
Se atravessaram nos nossos caminhos,
O teu beijo fez-me esquecer a dor,
Tudo é lindo quando estamos sozinhos.
Todo este quadro foi bonito e admirável,
Até que os primeiros erros se cometeram,
Todo o nosso chão era seguro e estável,
Até que as sombras o rangeram.
Pobre, louca, sem patamar,
Fico a pensar no amor e sua condição,
Não tens mais mão para me levantar,
Deixaste-me á deriva do teu coração.
Lúcia
15/4/2013 - Numa sequência inspiradora
Anjo que caiu do céu, aqui estás,
Porque te chegas, porque me embalas?
Anjo, porque dás nas vistas?
Todo esse choramingo que exalas.
Retira o meu pranto das chamas,
Vem e abraça-me com sabedoria,
Será que com o teu brilho me enganas,
De momento mais ninguém me serviría.
Uma dor forte e penetrante da amargura,
Tomam conta do meu pobre olhar,
Fico olhando concentrada a tua figura,
Deixando-me levar pelo teu jeito de amar.
Querido anjo, porque em mim insistes?
Sou rica em sombras e carências,
Queria que antes de tudo me ouvisses,
Para nunca sofreres as consequências.
Um enorme mar de paixão e cor,
Se atravessaram nos nossos caminhos,
O teu beijo fez-me esquecer a dor,
Tudo é lindo quando estamos sozinhos.
Todo este quadro foi bonito e admirável,
Até que os primeiros erros se cometeram,
Todo o nosso chão era seguro e estável,
Até que as sombras o rangeram.
Pobre, louca, sem patamar,
Fico a pensar no amor e sua condição,
Não tens mais mão para me levantar,
Deixaste-me á deriva do teu coração.
Lúcia
15/4/2013 - Numa sequência inspiradora
Simples, perdida e atarefada
Hoje estou de mente cheia,
Estou simples porque não estou a exalar o melhor de mim,
Perdida sem saber a direcção, pois não estou decidida,
Atarefada, com vários pensamentos que não têm fim.
Simples, perdida e atarefada,
Acontecimentos que não pedí por nada,
Puzzles complicados, muitas perguntas, uma névoa na estrada,
Uma história dura, longa, muito complicada.
O simples á mente que se torna complicado á acção,
Várias horas sem imaginação, sem reação,
Pensava que estava a agir com determinação,
mas a bendita fruta que colhí foi a solidão.
Um anoitecer repentino atinge-me o dia mais cedo,
Perdí o sol enquanto pensava nas estrelas,
Amanhece e estou no mais pesado sonho com medo,
Acordo na vida cinzenta, quando o que mais queria era usar aguarelas.
Sem querer tudo parece me apertar,
Estou só, o mundo calado e eu a gritar,
Já nem o perfume do amor eu consigo cheirar,
Nem um único gosto de mel eu consigo provar.
Simples, perdida e atarefada
Queria o simples sentir de sorrir sem pedir,
Queria agir numa vida nunca imaginada,
Apenas acordar e não se passar mais nada.
Lúcia 15/5/13
Numa noite simples, perdida e atarefada
Hoje estou de mente cheia,
Estou simples porque não estou a exalar o melhor de mim,
Perdida sem saber a direcção, pois não estou decidida,
Atarefada, com vários pensamentos que não têm fim.
Simples, perdida e atarefada,
Acontecimentos que não pedí por nada,
Puzzles complicados, muitas perguntas, uma névoa na estrada,
Uma história dura, longa, muito complicada.
O simples á mente que se torna complicado á acção,
Várias horas sem imaginação, sem reação,
Pensava que estava a agir com determinação,
mas a bendita fruta que colhí foi a solidão.
Um anoitecer repentino atinge-me o dia mais cedo,
Perdí o sol enquanto pensava nas estrelas,
Amanhece e estou no mais pesado sonho com medo,
Acordo na vida cinzenta, quando o que mais queria era usar aguarelas.
Sem querer tudo parece me apertar,
Estou só, o mundo calado e eu a gritar,
Já nem o perfume do amor eu consigo cheirar,
Nem um único gosto de mel eu consigo provar.
Simples, perdida e atarefada
Queria o simples sentir de sorrir sem pedir,
Queria agir numa vida nunca imaginada,
Apenas acordar e não se passar mais nada.
Lúcia 15/5/13
Numa noite simples, perdida e atarefada
sábado, 13 de abril de 2013
Culpa
O peso da culpa nas minhas costas,
É simples mas duro de suportar esta dor,
A vida tente a me trocar as voltas,
Só queria paz, mais sensiblidade, um pouco de amor.
Estas minhas manias, estas exigências
Não suportam o que os outros têm para me dar,
São sempre agonías, negatividades, divergências,
Está tudo contrariado, fico sem saber no que pensar.
Será mesmo a culpa?
Serei mesmo eu o centro da pergunta?
Mas, e se não for minha culpa
Será o quê ou quem que me perturba?
Muitos sentimentos, muitas sensações pertubadoras,
Quando eu abro os olhos para o que acho que é correto,
Acções sem retorno, consequências que não caem na demora,
Fica então a culpa, esta dor em meu peito.
Sou selvagem o suficiente para magoar, revoltar, contrariar,
Sou humana o suficiente para sentir, amar, enfraquecer,
Não vejo o final ao poço para que possa animar,
Se nesta vida nada me leva a esquecer?
Lúcia Araújo
13/4/2013
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