Eu sinto
Não te desesperes por mim,
Basta que me entendas de todo,
Não chores assim, enfim,
Não deves achar-nos de um modo cómodo,
Sou como um pó que vagueia, cintilante,
Buscando onde voar e onde pousar,
Me livrando de tudo e ficando distante,
Na procura de quem me faz delirar.
Num livre e pessoal Arbítrio
"Deixo me a passar" nesta vida sem agir,
Ficando fria num pensar aleatório,
Sem medo do que há-de vir.
No amor, na paixão que passa,
Sou consciente da minha busca,
Na dor que do meu querer ultrapassa,
E da verdade que me ofusca,
Não quero algo novo, já sei de cor,
o que muda é inicial olhar brilhante,
depois mantém o clima e odor,
como raios e chuva em clima eletrizante.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Não quero
Não quero
que esse beijo me trave a respiração,
Não quero
que o amor seja doce e indecente,
Que o teu
olhar não tenha explicação,
E que o
bom não dure eternamente,
Não
quero....
Não quero
que o meu baú seja colorido de lembranças,
E que a
minha vida tenha banda sonora,
Não quero
que a humanidade sofra com distâncias,
E que a
paixão se vá embora,
Não quero
que o fogo se apague,
E que as
minhas mãos se queimem,
Que eu
ande a correr em ziguezague,
Em pensamentos
que me acalmem.
Não
quero...
Não quero
que estejas a olhar-me agora a franzir,
Que me doa
o peito de tanto chorar
Não quero
a sensação de que vá desistir,
E que a
consciência me venha murmurar...
Não quero
de todo sentir que sou a culpada,
E que o
mundo seja assim tão complicado
Não quero
que não seja capaz de mais nada,
E que o
meu sentido não seja apurado.quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Na lama da angústia,
que suja a minha alma,
Num “se fosse” do
passado que ainda perdura,
Numa estrada em
que caminhas na minha calma,
E onde tens a
chave desta complicada ranhura.
Mantens-te na perfeição
sem falar, a olhar,
Encarando o
melhor de mim, dou luz em troca,
Ficamos como de
um lado da vitrine sem nos tocar,
Aperfeiçoando o
meu querer e vontade oca.
O após conspira
em vidraças no sentir que eu não quero,
Desejo o teu
ombro nesta embaraçosa advocatura,
Se nunca fosse eu
não sei, o antes é singelo,
Despeço me desta
vontade com uma armadura.quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Encontro com a realidade
Num amável encontro sombrio eu vejo,
Num delírio amigável amenizo o meu "eu"
Encontrando apenas o que eu desejo,
Evitando a realidade que a vida me deu.
Rastejando nos meus suores frios,
Encontro me ciente do que sempre me esperou,
Só nunca pensei em morrer de sede em rios,
E sobreviver na vida que sempre me afogou.
Fingindo entender o óbvio do meu presente,
Desespero em pensamentos, nicotina e pranto,
Admirando uma tal de luz reluzente, fundente,
Que acalma o fundo do poço com encanto.
Num amável encontro sombrio eu vejo,
Num delírio amigável amenizo o meu "eu"
Encontrando apenas o que eu desejo,
Evitando a realidade que a vida me deu.
Rastejando nos meus suores frios,
Encontro me ciente do que sempre me esperou,
Só nunca pensei em morrer de sede em rios,
E sobreviver na vida que sempre me afogou.
Fingindo entender o óbvio do meu presente,
Desespero em pensamentos, nicotina e pranto,
Admirando uma tal de luz reluzente, fundente,
Que acalma o fundo do poço com encanto.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Pior do que querer escrever poesia para amenizar a dor, é querer escrever e não conseguír por algum possível bloqueio negativo que vem algures do universo especialmente para mim. Pior do que ser poeta antigo mas de qualquer modo iniciante, não quer dizer que o expressar seja básico, muito pelo contrário. Os verdadeiros poetas são aqueles que por palavras e expressões conseguem alcançar o mais real possível dos sentimentos, são aqueles que de um lado do seu coração conseguem encontrar conforto no escuro desde que sejam o seu próprio pilar na escrita. Os verdadeiros poetas são aqueles que estão sós e se sentem acompanhados pelas suas palavras e frases. Uma poeta como eu que nem sei se sou.... nem sei se me aceitam como tal, mas vive nesse mundo, e esse mundo apenas a mim me importa!!

sábado, 5 de outubro de 2013
A minha névoa de pensamentos está tão ativa e "barafusa" hoje que nem eu me aguento. Tento me organizar e conseguir achar o propósito da minha preocupação pessoal, mas está difícil. Sabes aqueles exercícios de Fisica e Quimica cheios de simbolos e complicações? O meu estado hoje é assim, !?!?!?!?%&*$#@!"&*
--'
Esta minha mania de querer analisar tudo o que me rodeia e se faz sentir. Estas minhas vontades de querer e insistir em ser retrógada e sentir desejo pelo passado....Mas porque será??? Será que não tenho força suficiente para ser determinada no presente? Who knows...
Porque é que se me sinto bem por fora, me sinto muitas vezes mal por dentro, e o meu conteúdo é tão completo??
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Esta minha mania de querer analisar tudo o que me rodeia e se faz sentir. Estas minhas vontades de querer e insistir em ser retrógada e sentir desejo pelo passado....Mas porque será??? Será que não tenho força suficiente para ser determinada no presente? Who knows...
Porque é que se me sinto bem por fora, me sinto muitas vezes mal por dentro, e o meu conteúdo é tão completo??
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Começando o dia eu vejo uma luz imensa no dia nublado, olho para o espelho e os meus olhos encadeiam. Sinto levemente que eu mesma me deixo tranquíla, e depois tenho mesmo a certeza, franzindo o olhar...Continuo a olhar o meu reflexo e falo comigo mesma de boca selada: - Tu já não tens nenhum motor de arranque no teu peito. Houves e calas inocentemente para digerir e argumentar sozinha, e depois esclareces o mundo do quão estão errados. Porquê? Era tão impulsiva!!Eu continuo a ser impulsiva em mim, mas prefiro aguentar eu a dor da minha própria impulsividade, ou pelo menos aguentava, pois de repente, começo a saber tão bem lidar com os medos, reacções, palavras amargas... Mas porque será? - Lúcia, quando dúvidas que nem todos os propositos que contêm açúcar são atenciosos e verdadeiros, não te esqueças dos corantes e adoçantes, é tudo falso!!- Sim, mas...- Mas tu chegas a um momento da tua vida em que deixas de te preocupar pelo que não é verdadeiro, e por isso começas a ser mais feliz pelo que sentes te rodear sem chamares para vir ao teu encontro! Tudo o resto começa a ser esquecido, sobes dezenas de escadas e já olhas para o que foi de forma pequena e insignificante!!
A gostar mais de mim, a saber lidar, a saber me conformar!! A vida é melhor vivida se vivermos para nós mesmos de forma inicial, pensando em reunir todas as positividades pessoais para lidar com os outros!!
terça-feira, 10 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
O destino tem marcação rigorosa!!
Conspiração, turbulência, insanidade.... já previa...
Quando o destino mais uma vez se demonstra como era e insistia,
Um decorrer e final sempre tão previsíveis, que já imaginaria,
Um amargo ingerido no sentir que eu não queria!
Palavras que são apenas facilidades na comunicação universal,
Pensamentos que são unicamente a intensa viagem pelo oculto,
Obscuros sentimentos reduzidos a chumbo na área peitoral,
Uma dor humana e mortal de um ser que reina e parece inculto...
O sangue que derrama no pensamento e em sensação,
Corpo que obedeçe ao imaginário da dor irritante,
Ser gemeo, igualmente trémulo que te condiz sem noção,
acontecimentos sem resposta, decorrer inquietante!
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Não tenho peso no universo, não faço parte dos complementos necessários da gravidade,
Não tenho fama, não faço história no meio de tanto ciclo inevitável,
Sou o rebento verde, redondo e perfeito que renasceu á sua pouca liberdade,
Sou mulher insconsciente da verdade, movida á dor, insana e instável...
Interiorizando as sensações mais perfeitas do mundo, o meu exterior não se regenera,
Sou refém da própria vontade alheia, natural, que ninguém conheçe.
Sou satisfação, brilho e total disponibilidade para quem me venera,
total atrito inconformável com a vida na madrugada até o amanhecer...
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Momentos
Momentos memoráveis são como tatuagens, são como essências naturais, ficam cravados no nosso coração, na pele, no pensamento, exalam cheiro. Sensações retrógadas de alguma vez termos lido ou ouvido algo bom de alguém, querendo voltar áquele momento para nos sentirmos bem, sorrir a pensar nisso.
Inconsequentemente e naturalmente buscamos simplesmente sentir aquilo de novo e ouvimos aquela música, relêmos um texto, ou ficamos deitados a olhar o nada enquanto a nossa mente possa colorir o balão do pensamento.
Não somos apenas apaixonados pelo amor, nós somos também apaixonados por seres que desceram de algum lugar para bater de frente com o presente, e que por alguma razão fizeram parte do nosso passado e agora continuam no nosso presente apenas em pensamento. Amarga é a vida quando tentamos juntar as peças do nosso puzzle desde o inicio até agora, e muitas se perderam pelo caminho; culpa nossa, culpa deles, ou quem sabe? Factos da vida sem sentido que nos fazem perder contato, mas qualquer facto que nos revele a vida que iremos ter, nunca irá mudar o passado e a essência que vai com a gente para o fim.
Momentos memoráveis são como tatuagens, são como essências naturais, ficam cravados no nosso coração, na pele, no pensamento, exalam cheiro. Sensações retrógadas de alguma vez termos lido ou ouvido algo bom de alguém, querendo voltar áquele momento para nos sentirmos bem, sorrir a pensar nisso.
Inconsequentemente e naturalmente buscamos simplesmente sentir aquilo de novo e ouvimos aquela música, relêmos um texto, ou ficamos deitados a olhar o nada enquanto a nossa mente possa colorir o balão do pensamento.
Não somos apenas apaixonados pelo amor, nós somos também apaixonados por seres que desceram de algum lugar para bater de frente com o presente, e que por alguma razão fizeram parte do nosso passado e agora continuam no nosso presente apenas em pensamento. Amarga é a vida quando tentamos juntar as peças do nosso puzzle desde o inicio até agora, e muitas se perderam pelo caminho; culpa nossa, culpa deles, ou quem sabe? Factos da vida sem sentido que nos fazem perder contato, mas qualquer facto que nos revele a vida que iremos ter, nunca irá mudar o passado e a essência que vai com a gente para o fim.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Hoje é dia de riqueza pessoal, dias difíceis de virem,
Se é Deus para uns, ou se nada é, ninguém sabe, mas eu sei!!
São estes dias que vêm para a paz, para todos se unirem,
Dia em que consigo despertar sentimentos e ter ideias de que nunca me lembrei..
Dias em que tenho a mente aberta, limpa, totalmente iluminada,
Os meus pés são leves, levitam ao pular, e suavemente pousam,
Se fosse assim todos os dias, para o sucesso estaria encaminhada...
É assim que para a glória, aos poucos, tendo dias destes, vencem os que ousam...
Saber viver é saber agir no momento certo, aproveitar o êxito,
A mente é algo de magnífico, é algo de extraordinário se usada tambem com o coração,
Se usada com reticências sem manchar o chão com o peneu, seria bonito!
Se usada com um misto de lagrimas e sorrísos, intensificar a emoção.
E então estes dias ficam marcados em mim, no meu traço,
Ficarão marcados no ar que respiramos e do que restar de mim,
Levo a todos de forma incolor e transparente o meu abraço
Se não for esquecida pelos que ainda vivem, serei notada pelos antigos, enfim...
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Rosas em sangue
Esse sangue que se enriquece em chão liso e incolor,
Que se destaca ardentemente na dor e no excesso de calor,
E para todos aqueles que massacram e na sua pele é indolor,
São quem por alí permanecem por um pouco de amor.
Se esse sangue que derramaram de mim pudesse voltar,
Seria mais alegre no passado e menos consciente agora,
Se de uma vida simples e sem emoção eu me pudesse limitar,
A dor, as lagrimas e o desespero eram logo o fim da minha demora!
sábado, 25 de maio de 2013
O que se esperar de uma vida mortal, desprotegida e imoral?
Passamos 18 anos da nossa vida acelerados, queremos as coisas e momentos demasiado depressa. Sonhamos com o futuro sem saber que estamos no melhor presente!
Atingímos a maioridade, somos livres aos problemas, aos arrepios de pele, ao medo, ao desgosto de sermos nós os protagonistas da estrada da vida. As nossas lágrimas caem apenas dentro do nosso círculo, sentimo-nos obrigados a agir por nós e não pelos outros. Embora necessitemos de amparo, só faz sentido se formos pelos nossos pés.
Depois de encarar a vida e passarmos por dificuldades, sentimos que também há momentos bons apesar da forçada exigência da nossa sobrevivência. Piscamos os olhos e já sabemos de cor a dor dos espinhos dos nossos próprios erros. Chegamos á altura em que olhamos para nós, e temos pena do passado e dos erros que cometemos. Estamos a olhar para um espelho rico, determinado, honrado, mas os nossos baús estão cheios de poeiras e arestas por limar. Se não podemos então voltar ao passado, nada melhor do que nos mandarmos a partir de agora para o que queremos fazer nesta vida. Somos prisioneiros das condutas forçadas, da sobrevivência, do dinheiro, do julgamento, das más linguas, pela política.
Chegamos a velhos, e talvez fique o gosto do " podia ter feito mais", por isso, vivam, digam que não, ameaçem os vossos sentidos desviados para o mal, lutem pelo não obvio, pelo obvio, pelo difícil, pelo fácil também, por ti, por ti, e só por ti!!!
A humanidade tende em se destruir, aproveita enquanto aqui estás, e faz por mereceres a eternidade nas mentes de quem te olhou com um brilho nos olhos!
Porque é que ás vezes acho que estamos a retroceder?
Passamos 18 anos da nossa vida acelerados, queremos as coisas e momentos demasiado depressa. Sonhamos com o futuro sem saber que estamos no melhor presente!
Atingímos a maioridade, somos livres aos problemas, aos arrepios de pele, ao medo, ao desgosto de sermos nós os protagonistas da estrada da vida. As nossas lágrimas caem apenas dentro do nosso círculo, sentimo-nos obrigados a agir por nós e não pelos outros. Embora necessitemos de amparo, só faz sentido se formos pelos nossos pés.
Depois de encarar a vida e passarmos por dificuldades, sentimos que também há momentos bons apesar da forçada exigência da nossa sobrevivência. Piscamos os olhos e já sabemos de cor a dor dos espinhos dos nossos próprios erros. Chegamos á altura em que olhamos para nós, e temos pena do passado e dos erros que cometemos. Estamos a olhar para um espelho rico, determinado, honrado, mas os nossos baús estão cheios de poeiras e arestas por limar. Se não podemos então voltar ao passado, nada melhor do que nos mandarmos a partir de agora para o que queremos fazer nesta vida. Somos prisioneiros das condutas forçadas, da sobrevivência, do dinheiro, do julgamento, das más linguas, pela política.
Chegamos a velhos, e talvez fique o gosto do " podia ter feito mais", por isso, vivam, digam que não, ameaçem os vossos sentidos desviados para o mal, lutem pelo não obvio, pelo obvio, pelo difícil, pelo fácil também, por ti, por ti, e só por ti!!!
A humanidade tende em se destruir, aproveita enquanto aqui estás, e faz por mereceres a eternidade nas mentes de quem te olhou com um brilho nos olhos!
Porque é que ás vezes acho que estamos a retroceder?
Eu pensava que a minha evolução não podia me fazer mudar muito mais. Talvez mais bens, talvez mais um filho, talvez menos amigos e acrescentando-se outros... Talvez uma mudança no visual, de morada, de status, de nome, paixões, gostos...
Mas na verdade, o que mudou em pouco tempo, foi a maneira de interpretar o mundo e as pessoas. Algo de dentro para fora...
Mas na verdade, o que mudou em pouco tempo, foi a maneira de interpretar o mundo e as pessoas. Algo de dentro para fora...
quinta-feira, 16 de maio de 2013
No teu peito escorrego, oscilo, enlouqueço,
No meu canto em paz, venero-te. Dúvido de mim,
Escorrego sem dor constante nesta história sem começo,
Relaxo esquecendo, conforto num chá de Jasmim,
Um projeto de ideias escondidas, névoa de pensamentos,
Um levitar na esperança, uma arranhadela desconcertante,
Tento esquecer, juntar e alimentar todos os bons elementos,
Caminho até ti na esperança e predomina a lembrança cortante.
No meu canto em paz, venero-te. Dúvido de mim,
Escorrego sem dor constante nesta história sem começo,
Relaxo esquecendo, conforto num chá de Jasmim,
Um projeto de ideias escondidas, névoa de pensamentos,
Um levitar na esperança, uma arranhadela desconcertante,
Tento esquecer, juntar e alimentar todos os bons elementos,
Caminho até ti na esperança e predomina a lembrança cortante.
sábado, 11 de maio de 2013
Já foi o tempo em que era admirada, rodeada,
A minha graça pequena do olhar animado e imaturo,
Pois o tempo fez de mim algo prendada, desanimada,
Recebí de mão pequena o problema forte e prematuro.
Uma música envolvente como som de momentos inconsequentes,
Olhares sismados rugosos de lado e atravessados,
Pequeno anjo de tranças rodeado de sensações inexperientes,
Palavras fortes ouvidas, absorvidas, em conflitos inesperados.
O cabelo longo, olhos brilhantes chorados,
Vertigens do saber sem crer, amarração!
Os brinquedos, sorrisos e liberdade condenados,
Vitíma de uns instantes sombrios e embirração.
Como um domingo de cada dia, corrida de embate,
Energia deliciosa para conhecer e praticar a verdade,
Meias esticadas, ténis de caminhar no combate,
Abraço de olhos cerrados, despedia-me no engate.
Ingénua loucura de querer saber mais e mais,
Conforto com a dor desde cedo com olhar na brincadeira,
Sonhos sem sentido, carência grave, atenções banais,
Soluçar cada vez mais reprimida na choradeira.
Lúcia Araújo
domingo, 5 de maio de 2013
Se não fosse a querida memória que possuo como riqueza oposta,
E não fosse ainda o cheiro da amargura derramada no meu sangue antigo,
Não fossem os acontecimentos para os quais não obtenho resposta,
E pensar que se ainda aqui estivesses, me apoiasses no teu ombro ferido.
Como eu queria puder te demonstrar o meu novo ser,
Como eu podia agora te fazer ver e ensinar de baixo para cima,
Pois eu amava-te do jeito que tu podias fazer,
Tocavas nota no tom que eu hoje consigo escrever na rima.
Ainda está no meu paladar o sabor doce dos presentes,
Ainda está no meu olhar o teu que a natureza me deu,
Continuam a lutar os teus jeitos fortes descendentes,
Toda a angustia e alegria enamorados de fusão inconsequentes.
Ainda oiço a música dos teus ouvidos e lamentações
Costumo me olhar no reflexo e sentir que falha pouco para me parecer,
Perdão por ter sido tão ingénua e indefesa para tirar conclusões,
Tenho tantas perguntas, sorrisos e momentos para te oferecer.
O tempo é apenas um facto desta vida mortal e desprotegida,
Cairei pela ultima vez, contigo em mim, no espirito e na fumaça,
Escrevo para ti desolada, inacabada, com a face humedecida,
Prometo ser fiel, correta, e acabar perfeita á minha raça!
E não fosse ainda o cheiro da amargura derramada no meu sangue antigo,
Não fossem os acontecimentos para os quais não obtenho resposta,
E pensar que se ainda aqui estivesses, me apoiasses no teu ombro ferido.
Como eu queria puder te demonstrar o meu novo ser,
Como eu podia agora te fazer ver e ensinar de baixo para cima,
Pois eu amava-te do jeito que tu podias fazer,
Tocavas nota no tom que eu hoje consigo escrever na rima.
Ainda está no meu paladar o sabor doce dos presentes,
Ainda está no meu olhar o teu que a natureza me deu,
Continuam a lutar os teus jeitos fortes descendentes,
Toda a angustia e alegria enamorados de fusão inconsequentes.
Ainda oiço a música dos teus ouvidos e lamentações
Costumo me olhar no reflexo e sentir que falha pouco para me parecer,
Perdão por ter sido tão ingénua e indefesa para tirar conclusões,
Tenho tantas perguntas, sorrisos e momentos para te oferecer.
O tempo é apenas um facto desta vida mortal e desprotegida,
Cairei pela ultima vez, contigo em mim, no espirito e na fumaça,
Escrevo para ti desolada, inacabada, com a face humedecida,
Prometo ser fiel, correta, e acabar perfeita á minha raça!
sábado, 4 de maio de 2013
Andei perdida, andei iludida com a vida. Dei muitos passos em cima de nuvens flutuantes e rígidas. Um dia essas mesmas rígidas nuvens fizeram me dar um passo em falso, caí e magoei o meu interior, sangrei, o meu coração bateu demasiado forte para a fraca concentração de movimento do meu exterior, sentí me mal, lagrimas caíam. Fui confortada por algumas pessoas de fé, por borboletas falantes, elas pousavam em mim,
- As suas asas tinham cores cintilantes e chamativas, porém quando se apoiavam no meu ombro, com discurso de voo leve, ao contrario do que pensava, eu não me sentia a levitar, o peso da vida continuava lá.
Caminhei e continuei com a minha dura jornada. Tentei não desanimar com o presente nublado e ofuscado.Cada passo descalço e ensaguentado era doloroso, mas mais certo que isso: era real !!! As vergas dos dias eram duras em mim, leves ao açoite, e inconsequentes para quem as formava.
Nunca uma aura brilhante, forte e única deveria se deixar iludir pelo oculto, pela concentração de medo, ódio, pelas palavras e confortos inventados por quem quer agradar e descansar os outros, ideias caligrafadas!
Todas as perguntas sem resposta do universo geram guerras, exércitos, rebanhos, não irei deixar que a minha ideia original, amor, actos amistosos, a palavra dessa magia se torne em actos e dizeres com conteúdo ABSTRATO.
Lúcia Araújo
domingo, 28 de abril de 2013
Alguma coisa ao menos, temos que amar,
Alguma coisa ao menos temos que amar,
O pôr do sol de matiz avermelhada e alaranjada,
O local sonhador que deu como base ao teu lugar,
Um livro sonhado em voos leves e contos de fada.
Um murmúrio arrepiante desde sempre desejado,
O maravilhoso sentir do tacto em peles carinhosas,
Um novo beijo que não foi hesitado,
Receber, apreciar e agradecer um ramo de rosas.
Um salto no ar de alegria contagiante,
O bater das palmas na multidão,
Objetos lindos, preciosos, mesmo insignificantes,
Sentir no meu peito o bater do teu coração.
Na agonia, o teu ombro aconchegante,
Um vinho compartilhado á lareira,
O som da tua respiração ofegante,
Tranquilizar-me com a barafunda da doideira.
Lúcia Araújo
Alguma coisa ao menos temos que amar,
O pôr do sol de matiz avermelhada e alaranjada,
O local sonhador que deu como base ao teu lugar,
Um livro sonhado em voos leves e contos de fada.
Um murmúrio arrepiante desde sempre desejado,
O maravilhoso sentir do tacto em peles carinhosas,
Um novo beijo que não foi hesitado,
Receber, apreciar e agradecer um ramo de rosas.
Um salto no ar de alegria contagiante,
O bater das palmas na multidão,
Objetos lindos, preciosos, mesmo insignificantes,
Sentir no meu peito o bater do teu coração.
Na agonia, o teu ombro aconchegante,
Um vinho compartilhado á lareira,
O som da tua respiração ofegante,
Tranquilizar-me com a barafunda da doideira.
Lúcia Araújo
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Porque me hei-de esquecer?
Se a minha mente vive de lembranças?
Porque deixei de te aparecer?
Já passaram os tempos de esperanças.
Deixas te um rasto de pétalas desesperadas,
Com sede do caule e o pólen do seu centro,
As fotografias e o cheiro nas roupas embora lavadas,
Fazem me recuar naquele momento.
A magia do que era importante outrora.
É agora uma antiga cinza de cigarro,
Um novo e enganador olhar, uma nova aurora,
Fizeram te desgrudar do meu doce amarro.
Os lençois que testemunharam o suave envolvimento,
Aquele quarto quente e abafado do nosso ser,
As promessas e inocência do nosso surgimento,
Tudo foi real e tu não quiseste crer!
Viví momentos de solidão, deslargada sem travão
A música, a mão na testa dremente de me apoiar,
As marcas no vidro da tua mão, no dia do nevão,
Todas as nossas coisas para onde não consigo olhar.
Hoje sou folha de Outono, seca e caída,
De uma Estação que durou todos este anos,
Por mais que a vida me tenha dado uma saída,
Sofro em silêncio, escrevo e amando aos oceanos!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Porque é que o mundo onde vivemos ainda é mistério por desvendar? E nós humanos criamos raizes podres para o interpretar? Uma interpretação e uma perna para se esconder atrás, que meio mundo pensa ser a resposta total para a dor, a morte, a palavra da paz e amor. Insistem em se juntar em sociedade para torcer e sangrar por uma ilusão. No meu ver isso é pura imaginação, e uma maneira de levitar suavemente da verdade dura e crua. Porque não somos diretos e olhamos em frente e apenas para o centro do assunto? O ser humano idealiza na sociedade que todos se ajudem, apoiem, e tenhamos o passaporte para o amor, igualdade, (...).
Se as crianças ouvem histórias de patinhos e fadas encantadas e finais felizes com bagagem correta para evoluir, porque é que um adulto, que justamente já passou pelas estradas duras da vida, insiste em acreditar em contos? Se o humano quer praticar lealdade, amor, boas acções, uma vida exemplar, porque precisa se centrar em algo superior, imaginário e de várias formas concebidas, sendo que é apenas uma forma de ver que deveria ser idealizada e nunca separada por outros "partidos"?
Pior de tudo é que as pessoas ainda acreditam em Metáforas. Usamos palavras e frases enriquecidas para escrevemos e falarmos acerca de um determinado assunto, e alguns analisantes pensam em pós de perlimpimpim. O duro e laméntável de tudo isto, é que estas ilusões foram alimentadas, e até então são fonte de vida para uns, mal ver para outros e uma riqueza enganadora para os que se acham espertos.
domingo, 21 de abril de 2013
O meu ser
O dia parece indescritívelmente me acender,
As ideias tornam-se lisas de passar a pele,
As pazes pessoais resolvem me proteger,
E o recheio de opções pintadas no papel.
As cores de fogo do entardecer na parede,
As visões ternurentas do interpretar pessoal,
O meu ser já tinha saudades desta sede,
Molhar o meu trajecto com essência natural.
O meu olhar verde já avista a perfeição,
Desviando do mau caminho que tendo em pisar,
Fui mantendo as pragas como decisão,
Contudo um ânimo tende em se chegar.
O meu ser é confuso, além de controverso,
Contudo ciente do poder da exaustão,
Para me sentir agradada, busco o inverso,
Acelerar o ritmo do meu coração.
Lúcia Araújo
O dia parece indescritívelmente me acender,
As ideias tornam-se lisas de passar a pele,
As pazes pessoais resolvem me proteger,
E o recheio de opções pintadas no papel.
As cores de fogo do entardecer na parede,
As visões ternurentas do interpretar pessoal,
O meu ser já tinha saudades desta sede,
Molhar o meu trajecto com essência natural.
O meu olhar verde já avista a perfeição,
Desviando do mau caminho que tendo em pisar,
Fui mantendo as pragas como decisão,
Contudo um ânimo tende em se chegar.
O meu ser é confuso, além de controverso,
Contudo ciente do poder da exaustão,
Para me sentir agradada, busco o inverso,
Acelerar o ritmo do meu coração.
Lúcia Araújo
Queria poder demonstrar algum brilho,
Desejava poder desfilar sem tropeçar,
Deixar apenas nas mãos do autor do sarilho,
Querer tudo apagar e novamente começar.
Do simples trajecto não posso me inspirar,
Simplicidade que resolve e em mim vagueia,
Desta vida á toa não posso me sacrificar,
E insisto em desistir de tudo o que me rodeia.
Sou demasiado entregue ao justo para me calar,
Medrosa, coerente, um doce que custa engolir,
Mil feridas antigas que em mim não irão sarar,
Pego em mim e nos meus propósitos para desistir
Mas como cobrir tudo com o pano branco da paz?
Se em mim a tormenta cose e doi ensaguentada,
Desisto do vento amargo que me anuncia incapaz,
Fujo sem andar desta minha vida conturbada.
Lúcia Araújo
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Pensamento secreto
Vagueio sem rumo mas sem caminhar,
Dou ásas á imaginação sem parar,
Perdendo-me apenas no teu olhar,
Nessa simplicidade que me deixa a pensar.
Perco-me sem fundamento e esperanças,
Pensando que já conheço este momento,
Fecho os olhos e passam me lembranças,
De já ter vivido este sentimento.
Nesta curta viagem de purezas,
Estou perdida em sonhos e fantasias,
Embora completa de certezas,
Que algum dia me procurarias!
E na fraqueza e completamente passível
Retrocedo e reconheço as condições
Mesmo sabendo que é impossível
Deixo-me levar pelas emoções
É tudo tao belo e inexpugnável,
Este momento com decreto,
É proibído,inconsequente, admirável
Este meu pensamento secreto.
Lúcia Araújo
Vagueio sem rumo mas sem caminhar,
Dou ásas á imaginação sem parar,
Perdendo-me apenas no teu olhar,
Nessa simplicidade que me deixa a pensar.
Perco-me sem fundamento e esperanças,
Pensando que já conheço este momento,
Fecho os olhos e passam me lembranças,
De já ter vivido este sentimento.
Nesta curta viagem de purezas,
Estou perdida em sonhos e fantasias,
Embora completa de certezas,
Que algum dia me procurarias!
E na fraqueza e completamente passível
Retrocedo e reconheço as condições
Mesmo sabendo que é impossível
Deixo-me levar pelas emoções
É tudo tao belo e inexpugnável,
Este momento com decreto,
É proibído,inconsequente, admirável
Este meu pensamento secreto.
Lúcia Araújo
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Farsa
Enquanto o sol aquece a alma,
Enquanto o amor é puro e doce,
Toda a palavra nos acalma,
Sem lembrança da mágoa que o passado trouxe.
Após as lágrimas secarem de exaustão,
E de todas as gotas ao sol deixarem de brilhar,
Eu não irei reagir ao teu perdão,
Entro no modo farsa para disfarçar.
No momento tudo se escurece,
Todos os locais se tornam iguais,
Até a minha presença me enlouquece,
Os sinceros conselhos se tornam banais.
Enquanto não esperava evoluí,
Nesta farsa da vida eu balanço
O disfarce como alicerce construí
Corro de mim e não te alcanço!
Lúcia Araújo
terça-feira, 16 de abril de 2013
Calada
Aqui, calada,
É meia noite e eu na poltrona deitada,
A lua fez-se leve luz para a minha sala desanimada,
O mundo lá fora é angústia deslargada.
Estou aqui, deitada, em sucessivos pensamentos,
A minha mente é tão rápida, capta todos os movimentos,
A esclerótica move-se, sem entretenimentos
Estaria perdida se pedíssem meus argumentos.
Perfumada, sossegada, tranquíla
Atenta ao meu problema, e á mosca que oscila,
Concentrada no passado e nos problemas que me domínam
Pensar com clareza nas situações que se criam.
Lúcia Araújo
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Um consolo para o meu coração em farpas exageradas, pois nesta vida sentimos mais do que deviamos, falamos mais do que podiamos, e exageramos mais do que o normal.
Alegre te quero ver sem um sorriso forçado
Alegre te quero ver sem um sorriso forçado
Muitas vezes sem a dor que te traz atormentada
Acatas lume de um sentir forte e dissimulado
Finges dormir nos sonhos que não te dizem nada...
Nada soltas que não sejam fortes experiências
Afiados gumes a garganta te furam
Fintas a vida com as tuas exigências
Alegre no teu ser quando com mal te julgam
Pintas o céu com tons de esperança,
Aparte do carinho que tenho lembrança,
Para no fim te dar a tua doce mudança!
*
O que é a vida, senão um rodopio, como se de uma dança se tratasse? Uma fase, dividiva em vários momentos, os que escolhemos, e os que não sabemos bem como aconteceram... Uma dança de folhas de outono, que quando caiem nunca conseguimos adivinhar onde vão cair, no entanto, e no fundo... são só folhas, frágeis e com sede de descoberta, e ao mesmo tempo, a esperança de uma nova vida que nasce, com um novo ciclo a acontecer... A vida... ninguém compreende a vida, nem porque faz sol e estamos felizes, ou porque anoitece e estamos tristes. O melhor... o melhor é escolhermos quando está sol, e quando não está. Escolhermos quando a folha deve cair, ou se, mesmo envelhecida, deveria ajudar quem lá vem. A felicidade, essa, é só um passo, um sorriso, um sentimento, um momento. Não passa disso. Felicidade não existe, momentos felizes sim, mesmo quando poucos ao dia, faz-me sempre bem.
Anjo
Anjo que caiu do céu, aqui estás,
Porque te chegas, porque me embalas?
Anjo, porque dás nas vistas?
Todo esse choramingo que exalas.
Retira o meu pranto das chamas,
Vem e abraça-me com sabedoria,
Será que com o teu brilho me enganas,
De momento mais ninguém me serviría.
Uma dor forte e penetrante da amargura,
Tomam conta do meu pobre olhar,
Fico olhando concentrada a tua figura,
Deixando-me levar pelo teu jeito de amar.
Querido anjo, porque em mim insistes?
Sou rica em sombras e carências,
Queria que antes de tudo me ouvisses,
Para nunca sofreres as consequências.
Um enorme mar de paixão e cor,
Se atravessaram nos nossos caminhos,
O teu beijo fez-me esquecer a dor,
Tudo é lindo quando estamos sozinhos.
Todo este quadro foi bonito e admirável,
Até que os primeiros erros se cometeram,
Todo o nosso chão era seguro e estável,
Até que as sombras o rangeram.
Pobre, louca, sem patamar,
Fico a pensar no amor e sua condição,
Não tens mais mão para me levantar,
Deixaste-me á deriva do teu coração.
Lúcia
15/4/2013 - Numa sequência inspiradora
Anjo que caiu do céu, aqui estás,
Porque te chegas, porque me embalas?
Anjo, porque dás nas vistas?
Todo esse choramingo que exalas.
Retira o meu pranto das chamas,
Vem e abraça-me com sabedoria,
Será que com o teu brilho me enganas,
De momento mais ninguém me serviría.
Uma dor forte e penetrante da amargura,
Tomam conta do meu pobre olhar,
Fico olhando concentrada a tua figura,
Deixando-me levar pelo teu jeito de amar.
Querido anjo, porque em mim insistes?
Sou rica em sombras e carências,
Queria que antes de tudo me ouvisses,
Para nunca sofreres as consequências.
Um enorme mar de paixão e cor,
Se atravessaram nos nossos caminhos,
O teu beijo fez-me esquecer a dor,
Tudo é lindo quando estamos sozinhos.
Todo este quadro foi bonito e admirável,
Até que os primeiros erros se cometeram,
Todo o nosso chão era seguro e estável,
Até que as sombras o rangeram.
Pobre, louca, sem patamar,
Fico a pensar no amor e sua condição,
Não tens mais mão para me levantar,
Deixaste-me á deriva do teu coração.
Lúcia
15/4/2013 - Numa sequência inspiradora
Simples, perdida e atarefada
Hoje estou de mente cheia,
Estou simples porque não estou a exalar o melhor de mim,
Perdida sem saber a direcção, pois não estou decidida,
Atarefada, com vários pensamentos que não têm fim.
Simples, perdida e atarefada,
Acontecimentos que não pedí por nada,
Puzzles complicados, muitas perguntas, uma névoa na estrada,
Uma história dura, longa, muito complicada.
O simples á mente que se torna complicado á acção,
Várias horas sem imaginação, sem reação,
Pensava que estava a agir com determinação,
mas a bendita fruta que colhí foi a solidão.
Um anoitecer repentino atinge-me o dia mais cedo,
Perdí o sol enquanto pensava nas estrelas,
Amanhece e estou no mais pesado sonho com medo,
Acordo na vida cinzenta, quando o que mais queria era usar aguarelas.
Sem querer tudo parece me apertar,
Estou só, o mundo calado e eu a gritar,
Já nem o perfume do amor eu consigo cheirar,
Nem um único gosto de mel eu consigo provar.
Simples, perdida e atarefada
Queria o simples sentir de sorrir sem pedir,
Queria agir numa vida nunca imaginada,
Apenas acordar e não se passar mais nada.
Lúcia 15/5/13
Numa noite simples, perdida e atarefada
Hoje estou de mente cheia,
Estou simples porque não estou a exalar o melhor de mim,
Perdida sem saber a direcção, pois não estou decidida,
Atarefada, com vários pensamentos que não têm fim.
Simples, perdida e atarefada,
Acontecimentos que não pedí por nada,
Puzzles complicados, muitas perguntas, uma névoa na estrada,
Uma história dura, longa, muito complicada.
O simples á mente que se torna complicado á acção,
Várias horas sem imaginação, sem reação,
Pensava que estava a agir com determinação,
mas a bendita fruta que colhí foi a solidão.
Um anoitecer repentino atinge-me o dia mais cedo,
Perdí o sol enquanto pensava nas estrelas,
Amanhece e estou no mais pesado sonho com medo,
Acordo na vida cinzenta, quando o que mais queria era usar aguarelas.
Sem querer tudo parece me apertar,
Estou só, o mundo calado e eu a gritar,
Já nem o perfume do amor eu consigo cheirar,
Nem um único gosto de mel eu consigo provar.
Simples, perdida e atarefada
Queria o simples sentir de sorrir sem pedir,
Queria agir numa vida nunca imaginada,
Apenas acordar e não se passar mais nada.
Lúcia 15/5/13
Numa noite simples, perdida e atarefada
sábado, 13 de abril de 2013
Culpa
O peso da culpa nas minhas costas,
É simples mas duro de suportar esta dor,
A vida tente a me trocar as voltas,
Só queria paz, mais sensiblidade, um pouco de amor.
Estas minhas manias, estas exigências
Não suportam o que os outros têm para me dar,
São sempre agonías, negatividades, divergências,
Está tudo contrariado, fico sem saber no que pensar.
Será mesmo a culpa?
Serei mesmo eu o centro da pergunta?
Mas, e se não for minha culpa
Será o quê ou quem que me perturba?
Muitos sentimentos, muitas sensações pertubadoras,
Quando eu abro os olhos para o que acho que é correto,
Acções sem retorno, consequências que não caem na demora,
Fica então a culpa, esta dor em meu peito.
Sou selvagem o suficiente para magoar, revoltar, contrariar,
Sou humana o suficiente para sentir, amar, enfraquecer,
Não vejo o final ao poço para que possa animar,
Se nesta vida nada me leva a esquecer?
Lúcia Araújo
13/4/2013
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