Na lama da angústia,
que suja a minha alma,
Num “se fosse” do
passado que ainda perdura,
Numa estrada em
que caminhas na minha calma,
E onde tens a
chave desta complicada ranhura.
Mantens-te na perfeição
sem falar, a olhar,
Encarando o
melhor de mim, dou luz em troca,
Ficamos como de
um lado da vitrine sem nos tocar,
Aperfeiçoando o
meu querer e vontade oca.
O após conspira
em vidraças no sentir que eu não quero,
Desejo o teu
ombro nesta embaraçosa advocatura,
Se nunca fosse eu
não sei, o antes é singelo,
Despeço me desta
vontade com uma armadura.
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