segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O meu final

Não falo de finais, mas do sol nascente, a minha vida já te pertence, bastava de deambular.
O meu coração pertence-te por inteiro, completamente sedento de ti, da tua voz que me acalma, e do teu "eu" que me mata de "não sei porquê".
Se alguma ética do romance me vier avisar, não faz então sentido, pois o meu pranto de te amar é diferente de tudo o que já designaram, e do que nos conseguiram fazer ver.
A poesia de ti é um desespero, uma calmaria nervosa de querer te designar, te explicar, e de te falar, óh, meu final, como eu te venero, de cima a baixo, de dentro para fora, por incompleto. Incompleto porque ainda quero viver a riqueza de te descobrir ainda mais, e só assim serei eu completa, aos poucos, provando-te que és sim, o meu final, o meu amor, e como farei de tudo para sempre te ter até ao fim.

Lúcia Diz
22 de Janeiro, 2018


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

E quando olho para outros dois, não me revejo neles. Estão tão enganados. Não brincam, não sorriem, não param especados a encarar. O mundo movimenta-se a nossa volta, nós vamos participando dele, mas voltamos a nós imediatamente.


A indecisão, a confusão, um passo atrás com todo aquele receio. Uma lágrima (ou muitas), a dor da falta, da saudade, e todos esses sentimentos que nós humanos temos ou já tivemos na nossa bagagem, devem ser absorvidos de forma inteligente. Peneirar as más sensações e as usarmos de forma criativa, faz de nós presentes neste mundo, e ser presentes não é só cá estarmos. Sejamos poetas, pensadores, caminhantes da noite fria e inspiradora, sejamos sempre nós, mas que haja a capacidade de voarmos muito além do básico limite das nossas asas, que nos questionemos, que nos soltemos no profundo das questões da vida, sem certezas, sem conclusões drásticas, pois o mais fascinante da nossa existência é sermos intensos, e absorver de tudo um pouco para vivenciarmos o valor de cada detalhe, de cada momento, sem enlouquecermos.

Lúcia
25/Nov/2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Eu não admito ser segunda opção na vida dos que escolho para serem os mais importantes. Sou profunda, faço birra, excluo, outras vezes volto a comportar-me..... sou um misto de doce com amargo quando me tento adaptar ás circunstâncias.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"O ponto alto de uma paixão, em que o nosso coração ferve, a garganta estreita, o corpo estremece, e a alma funde, e mais... nos leva a amar acima de tudo, a não querer mais ninguém, a morrer por amor, deve-se ao facto de sermos completamente imaturos. O inocente leva-nos a cometer crimes, que nos enlouquecem por amar e estar a cometer o maior erro da nossa vida. Nunca iremos dar por completo a nossa naturalidade com a maturidade. A maturidade tira nos as asas, a altitude, o poder de desejar sem preocupação pessoal. A gente quer, a gente luta, a gente vive para esse amor, esquecemo nos de nós. Amar enquanto jovem, nos primeiros degraus da vida, é amar sem maestro na orquestra. E para quê? Desafinem cá fora, a música para os meus ouvidos é aquela que interiormente ele me fez ouvir, me fez ser, me fez dançar..."




terça-feira, 20 de janeiro de 2015



Há pessoas que com um pouco de imaginação e sofrimento criam grandes textos, músicas, e fascinam a quem os ouve...

Há pessoas que com pouca personalidade e sofrimento necessitam de ler certos textos, de ouvir certas músicas e de se fascinar em ouvir algumas pessoas.

Há pessoas que com muita personalidade e algum sofrimento, necessitam criticar certos textos, de ouvir músicas diferentes e de expôr ideias diferentes.


Lúcia Araújo