O meu final
Não falo de finais, mas do sol nascente, a minha vida já te pertence, bastava de deambular.
O meu coração pertence-te por inteiro, completamente sedento de ti, da tua voz que me acalma, e do teu "eu" que me mata de "não sei porquê".
Se alguma ética do romance me vier avisar, não faz então sentido, pois o meu pranto de te amar é diferente de tudo o que já designaram, e do que nos conseguiram fazer ver.
A poesia de ti é um desespero, uma calmaria nervosa de querer te designar, te explicar, e de te falar, óh, meu final, como eu te venero, de cima a baixo, de dentro para fora, por incompleto. Incompleto porque ainda quero viver a riqueza de te descobrir ainda mais, e só assim serei eu completa, aos poucos, provando-te que és sim, o meu final, o meu amor, e como farei de tudo para sempre te ter até ao fim.
Lúcia Diz





