Se não fosse a querida memória que possuo como riqueza oposta,
E não fosse ainda o cheiro da amargura derramada no meu sangue antigo,
Não fossem os acontecimentos para os quais não obtenho resposta,
E pensar que se ainda aqui estivesses, me apoiasses no teu ombro ferido.
Como eu queria puder te demonstrar o meu novo ser,
Como eu podia agora te fazer ver e ensinar de baixo para cima,
Pois eu amava-te do jeito que tu podias fazer,
Tocavas nota no tom que eu hoje consigo escrever na rima.
Ainda está no meu paladar o sabor doce dos presentes,
Ainda está no meu olhar o teu que a natureza me deu,
Continuam a lutar os teus jeitos fortes descendentes,
Toda a angustia e alegria enamorados de fusão inconsequentes.
Ainda oiço a música dos teus ouvidos e lamentações
Costumo me olhar no reflexo e sentir que falha pouco para me parecer,
Perdão por ter sido tão ingénua e indefesa para tirar conclusões,
Tenho tantas perguntas, sorrisos e momentos para te oferecer.
O tempo é apenas um facto desta vida mortal e desprotegida,
Cairei pela ultima vez, contigo em mim, no espirito e na fumaça,
Escrevo para ti desolada, inacabada, com a face humedecida,
Prometo ser fiel, correta, e acabar perfeita á minha raça!

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