sábado, 4 de maio de 2013
Andei perdida, andei iludida com a vida. Dei muitos passos em cima de nuvens flutuantes e rígidas. Um dia essas mesmas rígidas nuvens fizeram me dar um passo em falso, caí e magoei o meu interior, sangrei, o meu coração bateu demasiado forte para a fraca concentração de movimento do meu exterior, sentí me mal, lagrimas caíam. Fui confortada por algumas pessoas de fé, por borboletas falantes, elas pousavam em mim,
- As suas asas tinham cores cintilantes e chamativas, porém quando se apoiavam no meu ombro, com discurso de voo leve, ao contrario do que pensava, eu não me sentia a levitar, o peso da vida continuava lá.
Caminhei e continuei com a minha dura jornada. Tentei não desanimar com o presente nublado e ofuscado.Cada passo descalço e ensaguentado era doloroso, mas mais certo que isso: era real !!! As vergas dos dias eram duras em mim, leves ao açoite, e inconsequentes para quem as formava.
Nunca uma aura brilhante, forte e única deveria se deixar iludir pelo oculto, pela concentração de medo, ódio, pelas palavras e confortos inventados por quem quer agradar e descansar os outros, ideias caligrafadas!
Todas as perguntas sem resposta do universo geram guerras, exércitos, rebanhos, não irei deixar que a minha ideia original, amor, actos amistosos, a palavra dessa magia se torne em actos e dizeres com conteúdo ABSTRATO.
Lúcia Araújo
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