sexta-feira, 26 de abril de 2013



Porque me hei-de esquecer?

Se a minha mente vive de lembranças?

Porque deixei de te aparecer?

Já passaram os tempos de esperanças.

Deixas te um rasto de pétalas desesperadas,

Com sede do caule e o pólen do seu centro,

As fotografias e o cheiro nas roupas embora lavadas,

Fazem me recuar naquele momento.

A magia do que era importante outrora.

É agora uma antiga cinza de cigarro,

Um novo e enganador olhar, uma nova aurora,

Fizeram te desgrudar do meu doce amarro.

Os lençois que testemunharam o suave envolvimento,

Aquele quarto quente e abafado do nosso ser,

As promessas e inocência do nosso surgimento,

Tudo foi real e tu não quiseste crer!

Viví momentos de solidão, deslargada sem travão

A música, a mão na testa dremente de me apoiar,

As marcas no vidro da tua mão, no dia do nevão,

Todas as nossas coisas para onde não consigo olhar.

Hoje sou folha de Outono, seca e caída,

De uma Estação que durou todos este anos,

Por mais que a vida me tenha dado uma saída,

Sofro em silêncio, escrevo e amando aos oceanos!







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