segunda-feira, 15 de abril de 2013

Anjo

Anjo que caiu do céu, aqui estás,

Porque te chegas, porque me embalas?
Anjo, porque dás nas vistas?
Todo esse choramingo que exalas.

Retira o meu pranto das chamas,

Vem e abraça-me com sabedoria,
Será que com o teu brilho me enganas,
De momento mais ninguém me serviría.

Uma dor forte e penetrante da amargura,

Tomam conta do meu pobre olhar,
Fico olhando concentrada a tua figura,
Deixando-me levar pelo teu jeito de amar.

Querido anjo, porque em mim insistes?

Sou rica em sombras e carências,
Queria que antes de tudo me ouvisses,
Para nunca sofreres as consequências.

Um enorme mar de paixão e cor,

Se atravessaram nos nossos caminhos,
O teu beijo fez-me esquecer a dor,
Tudo é lindo quando estamos sozinhos.

Todo este quadro foi bonito e admirável,

Até que os primeiros erros se cometeram,
Todo o nosso chão era seguro e estável,
Até que as sombras o rangeram.

Pobre, louca, sem patamar,

Fico a pensar no amor e sua condição,
Não tens mais mão para me levantar,
Deixaste-me á deriva do teu coração.

Lúcia 

15/4/2013 - Numa sequência inspiradora



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