Anjo
Anjo que caiu do céu, aqui estás,
Porque te chegas, porque me embalas?
Anjo, porque dás nas vistas?
Todo esse choramingo que exalas.
Retira o meu pranto das chamas,
Vem e abraça-me com sabedoria,
Será que com o teu brilho me enganas,
De momento mais ninguém me serviría.
Uma dor forte e penetrante da amargura,
Tomam conta do meu pobre olhar,
Fico olhando concentrada a tua figura,
Deixando-me levar pelo teu jeito de amar.
Querido anjo, porque em mim insistes?
Sou rica em sombras e carências,
Queria que antes de tudo me ouvisses,
Para nunca sofreres as consequências.
Um enorme mar de paixão e cor,
Se atravessaram nos nossos caminhos,
O teu beijo fez-me esquecer a dor,
Tudo é lindo quando estamos sozinhos.
Todo este quadro foi bonito e admirável,
Até que os primeiros erros se cometeram,
Todo o nosso chão era seguro e estável,
Até que as sombras o rangeram.
Pobre, louca, sem patamar,
Fico a pensar no amor e sua condição,
Não tens mais mão para me levantar,
Deixaste-me á deriva do teu coração.
Lúcia
15/4/2013 - Numa sequência inspiradora

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