quarta-feira, 17 de abril de 2013
Farsa
Enquanto o sol aquece a alma,
Enquanto o amor é puro e doce,
Toda a palavra nos acalma,
Sem lembrança da mágoa que o passado trouxe.
Após as lágrimas secarem de exaustão,
E de todas as gotas ao sol deixarem de brilhar,
Eu não irei reagir ao teu perdão,
Entro no modo farsa para disfarçar.
No momento tudo se escurece,
Todos os locais se tornam iguais,
Até a minha presença me enlouquece,
Os sinceros conselhos se tornam banais.
Enquanto não esperava evoluí,
Nesta farsa da vida eu balanço
O disfarce como alicerce construí
Corro de mim e não te alcanço!
Lúcia Araújo
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Tudo requer o seu equilibrio, e enquanto tu equilibras o que te rodeia, tudo te consome por dentro, já que em ti mora a resposta para o que ninguém quer ver. Parabéns, pelo poema sincero e transparente.. e sempre afiado, como os sentimentos se devem fazer mostrar.
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