domingo, 21 de abril de 2013
Queria poder demonstrar algum brilho,
Desejava poder desfilar sem tropeçar,
Deixar apenas nas mãos do autor do sarilho,
Querer tudo apagar e novamente começar.
Do simples trajecto não posso me inspirar,
Simplicidade que resolve e em mim vagueia,
Desta vida á toa não posso me sacrificar,
E insisto em desistir de tudo o que me rodeia.
Sou demasiado entregue ao justo para me calar,
Medrosa, coerente, um doce que custa engolir,
Mil feridas antigas que em mim não irão sarar,
Pego em mim e nos meus propósitos para desistir
Mas como cobrir tudo com o pano branco da paz?
Se em mim a tormenta cose e doi ensaguentada,
Desisto do vento amargo que me anuncia incapaz,
Fujo sem andar desta minha vida conturbada.
Lúcia Araújo
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Se a vida te molda como tu deixas
ResponderExcluirE encaixa peças onde não possam existir
Do presente que não aparenta ter queixas
Mais tarde fará aquilo que não queres sentir
Nada faças que magoe um hoje perfeito
Entre laços que equilibras em ti
Onde lanças chamas directas ao peito
Nasceu o perfume pelo qual eu já morri
Sentimentos embebidos em dissabores
Numa dupla camada do que é só teu
Por um lado morres de amores,
Por outro lembras aquele que nasceu
Perfume saudável te trago em letra
Pelo que transmites também choro ao sentir
Não é algo que se prometa,
Mas tudo farei para ninguém desistir
(Um contra-balanço, num antro onde batalham guerreiros) **
.......
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