Alguma coisa ao menos, temos que amar,
Alguma coisa ao menos temos que amar,
O pôr do sol de matiz avermelhada e alaranjada,
O local sonhador que deu como base ao teu lugar,
Um livro sonhado em voos leves e contos de fada.
Um murmúrio arrepiante desde sempre desejado,
O maravilhoso sentir do tacto em peles carinhosas,
Um novo beijo que não foi hesitado,
Receber, apreciar e agradecer um ramo de rosas.
Um salto no ar de alegria contagiante,
O bater das palmas na multidão,
Objetos lindos, preciosos, mesmo insignificantes,
Sentir no meu peito o bater do teu coração.
Na agonia, o teu ombro aconchegante,
Um vinho compartilhado á lareira,
O som da tua respiração ofegante,
Tranquilizar-me com a barafunda da doideira.
Lúcia Araújo

E de repente sonhamos!
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